segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sexo, cigarro e uma outra droga qualquer...

A noie!
A noite foi feita pro crime, pro sexo, pra beber.
a noite foi feita pra mulheres, com vestidos pretos, pernas brancas.
A noite foi feita pro cigarro, pro vinho, pro sexo.
A noite foi feita pros amantes, pra rua, pra vida,pro sexo.
A noite foi feita pra mim, pra ti, pro sexo.




Por que vens até mim?

por que vens até mim?
por que me tomas inferior
Deus, será que não percebes,
Como podes ser tão ingênua?
Como pode tão intelectual, leitora de Goethe, nada entender sobre amor?

Por que vens até mim?
Se sabes que vais me magoar.
Me ofendes com tua amizade.
Me ofendes com tua compaixão.
Me ofendes profundamente com teu corpo sensual, longos cabelos...

Por que vens até mim?
Se não hás de me tirar para uma dança.
Se não hás de contar histórias de amor.
Se tua música não é tocada para mim.
Se não sou eu quem toca o teu corpo.

Por que vens até mim?
Para zombar da minha fraqueza?
Para mostrar tua superioridade?
Para ferir, magoar...
Para pisar em mim?

Por que vens até mim?
atravessas o continente para dormir no meu sofáw
Compreendes o quão ridículo é tudo isso?
O quanto me magoas, me agrides e me matas.
Vens até mim para me ver morrer.
De desejo, de fraqueza, de vergonha, de humilhação.
Vens até mim para ter certeza de que ainda sou teu escravo?
Não precisa vir então.
Pois jamais deixarei este posto tão ingrato e indigno.
Não precisas vir engordar teu ego e me deixar aos cacos.
Tua pena me anoja.
mas se estendes a mão,
convidand-me
eu sempre irei.
esqueço que te odeio.
e me ponho mais uma vez
na condição de teu.

Se lanças um olhar,
entrego-me.

Se dizes uma palavra,
sou salvo.

Se queres,
te dou.

Se vens até mim,
não saio de ti.

Por que sou teu, por que sou tu, por que não sei ser outra coisa.

Sei que não sabes, mas no fundo sabes...

 Sim, hoje eu bebi, e sim, estou bebendo agora.
E fumando.
E delirando.
E me perguntando, encasquetanto, os motivos que te trazem pra mim.
Sei quais são, amizade, amor, carinho, respeito, cuidado.
Mas que porra de vida essa minha.
Por que eu tenho então que conviver contigo, se eu te odeio.
Por que tenho que conviver com tua pena, teu sarcasmo, com tua compaixão.
Não quero tua compaixão, quero teu corpo, teu coração.
Quero teu peito, teu óculos, teu desejo.
Quero tuas pernas,
quero erva, quero fogo, quero metal.
Tuas coxas e tuas curvas.
Não quero tua amizade, não te quero como grande amiga, não preciso disso.
Preciso do teu amor.
Preciso ser a tua vida.
Tenho sede de ti.
Das tuas teorias malucas de buracos negros.
Eu não entendo nada sobre isso.
Mas por que então me interessa tanto quando tu falas?
Por que o sol e o heliocentrismo ficam tão atraentes na tua boca.
Por que tudo que tu falas, essas coisas nerds e que não me importam se transformam em algo grandioso...
Por que vens a minha casa?
Por que és minha amiga.
Não te quero assim.
Quero te ter.
quero aliança.
Por vens até mim e me abraças?
Não quero teu abraço!
Quero bebidas e cigarros!